A resposta direta
Num caso real, a empresa pagaria menos imposto com a reforma e ainda lucraria menos se não revisse preços. O planejamento projetou ganho de R$ 1.345.152,00 por ano.
A diferença entre esperar a reforma e se planejar para ela, num caso real estudado pela Ocean Tax, foi um ganho projetado de R$ 1.345.152,00 por ano. Sem revisar a política de preços, a empresa pagaria menos imposto e, ainda assim, lucraria menos.
A maior parte das empresas está olhando para a Reforma Tributária só pela alíquota: "a alíquota de referência do novo sistema fica em torno de 28%, contra os cerca de 26% de hoje, então vou pagar mais imposto." Essa conta está incompleta. Com a não cumulatividade plena do novo sistema (IBS e CBS), a carga tributária efetiva tende a cair para boa parte das empresas, não a subir. Num estudo real que fizemos, por exemplo, a carga efetiva sai de 11,86% da receita bruta hoje para cerca de 10% num cenário sem nenhum ajuste. O problema é outro: se a empresa não repensar sua política de preços, ela paga menos imposto e, ainda assim, lucra menos, porque a receita líquida cai mais do que a carga tributária.
Qual foi o caso estudado?
A Ocean Tax desenvolveu um diagnóstico completo para um grupo empresarial de médio/grande porte do setor de comércio e serviços técnicos, simulando três cenários para a transição da Reforma Tributária:
- Cenário atual: como a empresa opera hoje, com carga tributária efetiva de 11,86% sobre a receita bruta e margem operacional de 35,5%.
- Cenário de inércia: nenhum ajuste estratégico, nem de preço, nem de gestão de créditos. A carga tributária efetiva cai para cerca de 10% (aumento na tomada de créditos), mas o resultado operacional cai junto.
- Cenário Ocean Tax otimizado: repasse estratégico de preço de 3,98%, combinado ao aproveitamento pleno dos créditos financeiros do novo sistema.
Por que pagar menos imposto pode significar lucrar menos?
No cenário de inércia, a carga tributária efetiva cai quase 2 pontos percentuais (de 11,86% para cerca de 10%), porque a não cumulatividade plena permite recuperar mais créditos. Isso, à primeira vista, até melhora a margem operacional, que sobe de 35,5% para 36,2%. O problema é que essa margem "melhor" está sendo calculada sobre uma receita líquida menor: como o preço não foi reajustado, o IVA Dual consome uma fatia maior da receita bruta antes de chegar na receita líquida, que cai cerca de 4,5%. O resultado operacional em valores absolutos também cai, só que menos (cerca de 2,6%), e é essa diferença de ritmo entre as duas quedas que faz a margem parecer melhor. Na prática, a empresa recolhe menos imposto, mostra uma margem percentual um pouco maior e, ainda assim, fica com menos dinheiro no caixa.
O que o planejamento mudou no resultado?
No cenário otimizado, com o reajuste de preço de 3,98%, a empresa preserva integralmente sua receita líquida, mantém a carga tributária efetiva próxima de 11% e ainda expande a margem operacional para 39,01%, quase 3 pontos percentuais acima do cenário de inércia e mais de 3,5 pontos acima do cenário atual.
O resultado projetado: um ganho de R$ 1.345.152,00 por ano, só pela forma como a transição é conduzida.
Conclusão
Reforma Tributária não é, no fim das contas, apenas um problema de alíquota. É um problema de precificação. Quem só reage à mudança tende a perder margem sem perceber, mesmo pagando menos imposto no papel. Quem se planeja transforma a reforma em vantagem competitiva.
Cada empresa tem a sua conta. O diagnóstico da Ocean Tax simula os cenários da transição com os números reais do seu negócio e mostra o que muda na carga, na receita líquida e no preço. Conheça o serviço de Planejamento Tributário e Reforma.
Perguntas frequentes
A Reforma Tributária vai aumentar o imposto da minha empresa?
Não necessariamente. Com a não cumulatividade plena do IBS e da CBS, a carga efetiva tende a cair para boa parte das empresas.
Então por que a empresa pode lucrar menos?
Porque, sem revisar preços, a receita líquida cai mais do que a carga tributária, e o caixa diminui mesmo com menos imposto.
Qual foi o resultado do caso estudado?
Com repasse estratégico de preço e aproveitamento pleno dos créditos, o ganho projetado foi de R$ 1.345.152,00 por ano.



